
Sua criação é do pintor Wasth Rodrigues, como símbolo da “Campanha Do Ouro para o Bem do Brasil”. Utilizado até o Estado Novo, em 1937, quando então foi substituído por outros símbolos nacionais. Somente com a redemocratização do país e a nova Constituição de 1946 o brasão de armas reconquistou sua função simbólica.
O escultor Luiz Morrone executou a versão escultórica do Brasão.
DESCRIÇÃO DO BRASÃO DE ARMAS:
Heráldica: “Em escudo português de goles, uma espada com o punho brocante sobre o cruzamento de um ramo de louro, à destra e um carvalho, à sinistra, passados em aspa na ponta, e acostada em chefe das letras SP, tudo de prata”.
Timbre: “Uma estrela de prata”.
Suportes: “Dois ramos de cafeeiro frutificado, de sua cor, passados em aspa na ponta”.
Divisa: “Em listel de goles, brocante sobre o cruzamento dos suportes, ‘Pro Brasilia fiant eximia’ de prata, cujo significado é ‘PELO BRASIL FAÇAM-SE GRANDES COISAS’”.
OS ARTISTAS:
Wasth Rodrigues (São Paulo, Brasil, 1881/ Rio de Janeiro, Brasil, 1957). Pintor, desenhista, historiador, heraldista, paisagista e pesquisador. Em 1910 recebeu Prêmio Viagem à Europa. Trabalhou em Paris, na Academia Julian. Executou painéis de azulejos para diversos monumentos históricos: Obelisco da “Ladeira da Memória” em São Paulo;“Pouso de Paranapiacaba”;“Rancho da Maioridade” e “Padrão do Lorena”; todos na antiga Serra do Mar. Fez quadros históricos, retratos e brasões para várias cidades.
Luiz Morrone (São Paulo, Brasil, 1906/ São Paulo, Brasil, 1998). Escultor, discípulo de Ettore Ximenes. Em 1958 recebeu o Prêmio Viagem ao País. Foi o autor dos bustos de Vital Brasil e Menotti Del Picchia. É também autor dos monumentos “Padre Anchieta” em Itanhaém, São Paulo, “Pedro Álvares Cabral” no Parque do Ibirapuera e “Cristóvão Colombo”, ambos na cidade de São Paulo.
