Todos os candidatos a governador e vice milionários
Veja a lista dos 75 nomes que concorrem a um dos dois cargos e declararam à Justiça eleitoral patrimônio superior a R$ 1 milhão:
CENTRO-OESTE
DISTRITO FEDERAL
Governador: Agnelo (PT) – R$ 1.150.322,00
Governador: Joaquim Roriz (PSC) – R$ 5.241.152,60
Vice: Filippelli (PMDB) – R$ 3.970.537,00
Vice: Jofran Frejat (PR) – R$ 5.364.387,74
GOIÁS
Governador: Iris Rezende (PMDB) – R$ 14.638.948,31
Governador: Marconi Perillo (PSDB) – R$ 1.637.136,72
Governador: Vanderlan (PR) – R$ 6.824.395,02
Vice: José Eliton (DEM) – R$2.546.000,00
MATO GROSSO
Governador: Mauro Mendes (PSB) – R$ 57.155.336,45
Vice: Otaviano Pivetta (PDT) – R$ 415.727.180,51*
Governador: Silval Barbosa (PMDB) – R$ 2.056.670,97
Vice: Chico Daltro (PMDB) – R$ 5.240.764,47
Vice: Dilceu Dal Bosco (DEM) – R$ 2.325.362,68
* O candidato está pedindo à Justiça eleitoral retificação do valor do patrimônio. Segundo sua assessoria, foi somada - em vez de ser considerada - uma dívida de R$ 141 milhões. Ainda de acordo com a assessoria do candidato, seu patrimônio líquido é de R$ 132.693.349,00. Foi este o valor considerado na reportagem.
MATO GROSSO DO SUL
Governador: André Puccinelli (PMDB) – R$ 5.378.828,63
Governador: Nei Braga (Psol) – R$ 1.000.000,00
Governador: Zeca do PT (PT) – R$ 2.299.723,00
Vice: Simone Tebet (PMDB) – R$ 1.595.867,88
Vice: Tatiana Ujacow (PV) – R$ 1.520.446,00
NORTE
ACRE
Vice: Cesar Messias (PP) – R$ 1.438.482,12
AMAZONAS
Governador: Alfredo Nascimento (PR) – R$ 1.092.676,35
Governador: Omar Aziz (PMN) – R$ 1.177.149,91
AMAPÁ
Governador: Jaime Nunes (PSDC) – R$ 5.630.870,94
Governador: Pedro Paulo (PP) – R$ 1.950.220,07
PARÁ
Governador: Juvenil (PMDB) – R$ 1.412.487,13
Governador: Simão Jatene (PSDB) – R$ 6.076.826,00
Vice: Helenilson Pontes (PPS) – R$ 2.176.225,71
Vice: Hildegardo Nunes (PMDB) – R$ 1.403.330,49
RONDÔNIA
Governador: Confúcio Moura (PMDB) – R$ 8.554.881,14
Governador: Expedito Junior (PSDB) – R$ 1.165.750,62
Vice: Tiziu Jidalias (PP) – R$ 6.317.985,00
RORAIMA
Governador: Dr. Petrônio (PHS) – R$ 1.140.000,00
Vice: Chico Rodrigues (DEM) – R$ 1.939.730,56
Vice: Marília Pinto (PSB) – R$ 1.352.583,38
TOCANTINS
Governador: Carlos Gaguim (PMDB) – R$ 2.976.292,19
NORDESTE
ALAGOAS
Governador: Fernando Collor (PTB) – R$ 7.724.383,41
Governador: Teotônio Vilela (PSDB) – R$ 14.623.903,60
Vice: Nonô (DEM) – R$ 4.271.390,87
BAHIA
Governador: Geddel Vieira Lima (PMDB) – R$ 3.798.442,64
Governador: Jaques Wagner (PT) – R$ 1.041.452,92
Governador: Paulo Souto (DEM) – R$ 1.179.101,70
Vice: Otto Alencar (PP) – R$ 1.853.375,98
Vice: Nilo Coelho (PSDB) – R$ 22.233.424,25
CEARÁ
Governador: Lúcio Alcântara (PR) – R$ 1.438.423,53
Vice: Claudio Vale (PPS) – R$ 12.161.081,06
Vice: Pedro Fiuza (PSDB) – R$ 38.927.749,28
MARANHÃO
Governador: Roseana Sarney (PMDB) – R$ 7.838.530,34
PARAÍBA
Governador: José Maranhão (PMDB) – R$ 7.429.880,68
PERNAMBUCO
Governador: Jarbas Vasconcelos (PMDB) – R$ 1.241.560,85
Governador: Sérgio Xavier (PV) – R$ 1.809.920,00
Vice: Mirian Lacerda (DEM) – R$ 1.518.981,06
Vice: João Lyra (PDT) – R$ 1.669.670,09
PIAUÍ
Governador: Wilson Martins (PSB) – R$ 2.881.888,50
Vice: Flávio Nogueira (PDT) – R$ 1.137.314,09
Vice: Morais Filho (PMDB) – R$ 1.083.151,98
Vice: Sá Filho (PSDB) – R$ 1.684.816,38
RIO GRANDE DO NORTE
Governador: Carlos Eduardo (PDT) – R$ 3.076.019,23
Governador: Iberê (PSB) – R$ 2.436.470,15
Vice: Alvaro Dias (PDT) – R$ 1.048.562,57
Vice: Robinson Faria (PMN) – R$ 3.708.882,88
SERGIPE
Governador: João Alves (DEM) – R$ 1.038.102,47
SUDESTE
MINAS GERAIS
Governador: Hélio Costa (PMDB) – R$ 1.347.805,42
Vice: Alberto Pinto Coelho (PP) – R$ 2.267.902,72
Vice: Leonardo Mattos (PV) – R$ 1.052.000,00
SÃO PAULO
Governador: Celso Russomanno (PP) – R$ 1.129.077,00
Governador: Skaf (PSB) – R$ 10.838.896,75
Vice: Afif Domingos (DEM) – R$ 49.211.803,00
Vice: Dra. Marianne Pinotti (PSB) – R$ 1.225.580,51
RIO DE JANEIRO
Vice: Márcio Fortes (PSDB) – R$ 4.442.412,71
SUL
PARANÁ
Governador: Osmar Dias (PDT) – R$ 5.191.343,40
Governador: Beto Richa (PSDB) – R$ 4.238.112,00
Governador: Rocha Loures (PMDB) R$ 1.669.227,00
RIO GRANDE DO SUL
Governador: Tarso Genro (PT) – R$ 2.972.627,05
Vice: Pompeo de Mattos (PDT) – R$ 1.430.812,21
SANTA CATARINA
Governador: Angela Amin (PP) – R$ 1.646.754,53
Governador: Raimundo Colombo (DEM) – R$ 1.812.700,35
Fonte: Congresso em Foco com base em levantamento na página do TSE.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Toyota investe US$ 600 milhões em nova fábrica no interior de SP
Toyota investe US$ 600 milhões em nova fábrica no interior de SP
DA EFE
A Toyota anunciou nesta quinta-feira (15) que investirá US$ 600 milhões na construção de uma nova fábrica, no estado de São Paulo, a terceira da companhia no país.
Em comunicado, o grupo precisou que as obras da nova filial, que empregará cerca de 1,5 mil pessoas, começam em setembro em Sorocaba.
Está previsto que as operações da fábrica iniciem segundo semestre de 2012 e tenha uma produção inicial de 70 mil veículos. Entre os modelos, fabricará um novo e compacto desenhado recentemente.
De acordo com a nota, a Toyota tem o objetivo de "expandir sua produção local em consonância com o crescimento do mercado brasileiro e de outros mercados emergentes" mediante o estabelecimento de fábricas no país.
Além disso, a companhia pretende abastecer a demanda do consumidor brasileiro, oferecendo produtos "atrativos que atendam às suas necessidades".
O presidente regional da companhia, Shozo Hasebe, anunciou que hoje terá uma reunião com o governador de São Paulo, Alberto Goldman, para falar sobre a nova construção.
Folha de SP
DA EFE
A Toyota anunciou nesta quinta-feira (15) que investirá US$ 600 milhões na construção de uma nova fábrica, no estado de São Paulo, a terceira da companhia no país.
Em comunicado, o grupo precisou que as obras da nova filial, que empregará cerca de 1,5 mil pessoas, começam em setembro em Sorocaba.
Está previsto que as operações da fábrica iniciem segundo semestre de 2012 e tenha uma produção inicial de 70 mil veículos. Entre os modelos, fabricará um novo e compacto desenhado recentemente.
De acordo com a nota, a Toyota tem o objetivo de "expandir sua produção local em consonância com o crescimento do mercado brasileiro e de outros mercados emergentes" mediante o estabelecimento de fábricas no país.
Além disso, a companhia pretende abastecer a demanda do consumidor brasileiro, oferecendo produtos "atrativos que atendam às suas necessidades".
O presidente regional da companhia, Shozo Hasebe, anunciou que hoje terá uma reunião com o governador de São Paulo, Alberto Goldman, para falar sobre a nova construção.
Folha de SP
quinta-feira, 1 de julho de 2010
PSB lança candidatura de Paulo Skaf ao governo de São Paulo
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1291396-7823-PSB+LANCA+CANDIDATURA+DE+PAULO+SKAF+AO+GOVERNO+DE+SAO+PAULO,00.html
O Partido Socialista Brasileiro contra o com apoios do PSL, Partido Social Liberal. A convenção dos partidos aconteceu neste domingo (27). Skaf acredita na experiência da administração privada.
O Partido Socialista Brasileiro contra o com apoios do PSL, Partido Social Liberal. A convenção dos partidos aconteceu neste domingo (27). Skaf acredita na experiência da administração privada.
SP tem 6º trajeto mais difícil até o trabalho

SP tem 6º trajeto mais difícil até o trabalho
Constatação é parte de pesquisa da IBM com motoristas de 20 cidades em 5 continentes que opinaram sobre deslocamentos que fazem diariamente
30 de junho de 2010
Ana Bizzotto - O Estado de S.Paulo
São Paulo tem o sexto trajeto mais difícil entre a casa e o trabalho, quando comparada a outras 19 cidades dos cinco continentes. A constatação faz parte da pesquisa global IBM Commuter Pain, feita em maio, que ouviu 8.192 motoristas de 18 a 65 anos. Os dados foram compilados em um índice que avalia o custo econômico e emocional dos trajetos.
O estudo reúne informações de grandes metrópoles como Pequim, onde o trajeto apresentou menos obstáculos, e de cidades menores, como Estocolmo, que teve o percurso mais bem avaliado. Na capital paulista, dos 466 motoristas ouvidos, 35% disseram que o trânsito piorou nos últimos três anos, e 26% acham que piorou muito. "Com a economia indo bem, as pessoas querem viajar mais, se mover mais. É preciso tomar medidas urgentes para melhorar o trânsito", diz o diretor de cidades inteligentes da IBM, Pedro Almeida. "Transporte e mobilidade urbana tem de ser prioridade no País, principalmente com a proximidade da Copa 2014."
Sobre os efeitos do trânsito, 73% dos motoristas de São Paulo disseram que ele afeta negativamente a saúde. Desse total, 55% disseram que o estresse aumenta, 37% ficam com raiva, 17% têm problemas respiratórios, 7% sofreram acidentes e 20% tiveram o sono reduzido. O número de dias em que essas pessoas trabalham em casa também foi levantado: 60% trabalham pelo menos um dia por semana em casa.
Soluções. Segundo Almeida, a melhoria de fluidez está relacionada à adoção de tecnologias eficazes nos sistemas de transporte. São medidas como controle inteligente de semáforos, adotado em Curitiba e Cingapura, e cobrança de pedágio urbano por sensores, adotada em Estocolmo e em outras cidades. "O problema não é usar ou não o carro, e sim como tratar a questão. Em um sistema inteligente, a tecnologia ajuda a obter informações para entender e lidar com o padrão de trânsito da cidade."
Para o professor de Transportes da Poli-USP, Jaime Waisman, um sistema de gestão ou pedágio urbano não resolve o problema em São Paulo. "Pedágio penaliza quem não pode pagar. Há muito a fazer na área de engenharia de tráfego, mas a solução não passa pelo automóvel. Nenhum sistema do mundo criará mais espaço. A solução passa por transporte público de qualidade." Para o consultor Horácio Figueira, também contrário ao pedágio, a tecnologia pode ajudar, desde que colocada a serviço do transporte coletivo. "Não fizeram nada para melhorar a circulação de ônibus. Os investimentos em obras viárias (como a nova Marginal e o Rodoanel) deveriam ser direcionados a essa melhoria, à ampliação de corredores exclusivos. Do jeito que está, em um ano voltaremos a ter grandes congestionamentos na Marginal nas horas de pico."
Os dados sobre foram enviados à Secretaria de Transportes. Em nota, a pasta diz que para comentar a pesquisa "precisaria de mais detalhes, bem como informações sobre a metodologia." Segundo a nota, a política da Prefeitura "é a de investir cada vez mais no transporte público da capital", e a SMT "está trabalhando constantemente para oferecer melhores condições de fluidez e segurança para o tráfego".
Jornal O Estado de SP
Constatação é parte de pesquisa da IBM com motoristas de 20 cidades em 5 continentes que opinaram sobre deslocamentos que fazem diariamente
30 de junho de 2010
Ana Bizzotto - O Estado de S.Paulo
São Paulo tem o sexto trajeto mais difícil entre a casa e o trabalho, quando comparada a outras 19 cidades dos cinco continentes. A constatação faz parte da pesquisa global IBM Commuter Pain, feita em maio, que ouviu 8.192 motoristas de 18 a 65 anos. Os dados foram compilados em um índice que avalia o custo econômico e emocional dos trajetos.
O estudo reúne informações de grandes metrópoles como Pequim, onde o trajeto apresentou menos obstáculos, e de cidades menores, como Estocolmo, que teve o percurso mais bem avaliado. Na capital paulista, dos 466 motoristas ouvidos, 35% disseram que o trânsito piorou nos últimos três anos, e 26% acham que piorou muito. "Com a economia indo bem, as pessoas querem viajar mais, se mover mais. É preciso tomar medidas urgentes para melhorar o trânsito", diz o diretor de cidades inteligentes da IBM, Pedro Almeida. "Transporte e mobilidade urbana tem de ser prioridade no País, principalmente com a proximidade da Copa 2014."
Sobre os efeitos do trânsito, 73% dos motoristas de São Paulo disseram que ele afeta negativamente a saúde. Desse total, 55% disseram que o estresse aumenta, 37% ficam com raiva, 17% têm problemas respiratórios, 7% sofreram acidentes e 20% tiveram o sono reduzido. O número de dias em que essas pessoas trabalham em casa também foi levantado: 60% trabalham pelo menos um dia por semana em casa.
Soluções. Segundo Almeida, a melhoria de fluidez está relacionada à adoção de tecnologias eficazes nos sistemas de transporte. São medidas como controle inteligente de semáforos, adotado em Curitiba e Cingapura, e cobrança de pedágio urbano por sensores, adotada em Estocolmo e em outras cidades. "O problema não é usar ou não o carro, e sim como tratar a questão. Em um sistema inteligente, a tecnologia ajuda a obter informações para entender e lidar com o padrão de trânsito da cidade."
Para o professor de Transportes da Poli-USP, Jaime Waisman, um sistema de gestão ou pedágio urbano não resolve o problema em São Paulo. "Pedágio penaliza quem não pode pagar. Há muito a fazer na área de engenharia de tráfego, mas a solução não passa pelo automóvel. Nenhum sistema do mundo criará mais espaço. A solução passa por transporte público de qualidade." Para o consultor Horácio Figueira, também contrário ao pedágio, a tecnologia pode ajudar, desde que colocada a serviço do transporte coletivo. "Não fizeram nada para melhorar a circulação de ônibus. Os investimentos em obras viárias (como a nova Marginal e o Rodoanel) deveriam ser direcionados a essa melhoria, à ampliação de corredores exclusivos. Do jeito que está, em um ano voltaremos a ter grandes congestionamentos na Marginal nas horas de pico."
Os dados sobre foram enviados à Secretaria de Transportes. Em nota, a pasta diz que para comentar a pesquisa "precisaria de mais detalhes, bem como informações sobre a metodologia." Segundo a nota, a política da Prefeitura "é a de investir cada vez mais no transporte público da capital", e a SMT "está trabalhando constantemente para oferecer melhores condições de fluidez e segurança para o tráfego".
Jornal O Estado de SP
Festival de Campos do Jordão, 83 concertos

Orquestra acadêmica regida por Roberto Minczuk, em Campos. Foto: Rachel Guedes/Divulgação
Festival de Campos do Jordão, 83 concertos
Estudantes também sobem ao palco do evento que mistura gêneros, estilos e épocas
01 de julho de 2010
João Luiz Sampaio e João Marcos Coelho
SÃO PAULO - O diálogo é inerente à música. É com esse credo que começa no sábado a 41.ª edição do Festival de Inverno de Campos do Jordão. E ele oferece o mote para 83 concertos, que serão realizados até o dia 1.º de agosto - quase o dobro de anos anteriores. O aumento do número de apresentações é apenas uma das novidades do evento para este ano: a Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) passa a atuar como orquestra residente; concertos serão realizados também em São Paulo; há uma ênfase na música contemporânea; e o programa tentará aproximar mais público, alunos e professores.
"Tentamos não apenas valorizar os pontos fortes de edições anteriores, mas fazê-lo agora de uma maneira mais consciente e institucional", explica Paulo Zuben, diretor do evento, que agora é gerido definitivamente pela Santa Marcelina Cultura, organização cultural que dita os caminhos do ensino musical no Estado. "Fizemos alterações estruturais. Não quisemos apenas aumentar o número de concertos , mas oferecê-los a preços populares ou mesmo gratuitamente. Buscamos desenvolver uma nova proposta pedagógica em que o aluno é o centro das preocupações da organização do Festival, dando a ele mais aulas individuais com inúmeros professores brasileiros e estrangeiros, mais atividades de música de câmara, mais oportunidades de se apresentar durante a programação do festival e, também, organizando melhor a distribuição de suas atividades, com mais tempo para ensaios, estudos e as atividades dos bolsistas na Orquestra do Festival, que neste ano terá a presença apenas de alunos."
Eleazar. Para tanto, o evento buscou firmar parcerias com outras instituições musicais, explica Zuben. "Trouxemos ao festival parceiros como o Conservatório de Paris e a Escola Superior de Música de Colônia, e insistimos na vinda da Osesp como orquestra residente, retomando aqui uma história iniciada pelo maestro Eleazar de Carvalho em 1973 e interrompida nos últimos anos por desentendimentos pessoais." Para Zuben, um dos objetivos é buscar o equilíbrio entre duas vocações do festival de Campos, a formação e a difusão cultural.
Solistas de peso. Entre os artistas convidados, estão solistas de peso - o violinista Gilles Apap e Luis Otávio Santos, os pianistas Maria João Pires, Nelson Freire e Paulo Álvares; os violoncelistas Antonio Meneses. Diana Ligeti e Marc Coppey, o oboísta Albrecht Meyer; conjuntos estrangeiros, como a Akademie für Alte Musik, de Berlim, o Quarteto Arditti, os Musiciens du Saint-Julien, o trio La Gaia Scienza; e orquestras brasileiras, como a Camerata Aberta, a Filarmônica de Minas Gerais, a Sinfônica de Sergipe e a Sinfônica Juvenil da Bahia.
Mistura. Os programas misturam gêneros, estilos e épocas. "Toda música pode ser percebida como um diálogo entre culturas, lugares e épocas distintas, entre tradições orais e escritas, e, principalmente, de compositores, intérpretes e ouvintes", diz Zuben. "O tema dos diálogos é um bom ponto de partida para retomar no festival a música renascentista e barroca, bem como trazer a música contemporânea para mais perto do público. E isso tudo sem perder espaço para as vertentes clássico-românticas mais convencionais nas programações anteriores, e que neste ano estão representadas principalmente por Schumann, Chopin e Mahler. Assim, temos neste ano desde o concerto da Akamus - uma leitura contemporânea de obras barrocas -, e o concerto de Gilles Apap - com seu modo de interpretar e realizar suas transcriações de canções folclóricas ao mesmo tempo em que também faz dois concertos de Mozart com cadenzas muito pessoais -, até concertos com obras ‘clássicas’ e mais ‘contemporâneas’ do século 20, como o proposto pelo maestro Yan Pascal Tortelier para a Orquestra do Festival, com o Pássaro de Fogo de Stravinsky, Timbres, Espace, Mouvement de Dutilleux e As Quatro Estações Portenhas de Piazzolla." Veja a programação completa está no site do festival. (João Luiz Sampaio)
Uma mudança bem-vinda de foco
A mudança de foco do festival permite a presença de músicos essenciais em Campos. E que mudança de foco é esta? Simples: um festival é, além dos concertos, um espaço para as músicas do nosso tempo. Os concertos mais instigantes distribuem-se de segunda a quinta e as apresentações ao gosto de públicos mais amplos preenchem o fim de semana.
O Quarteto Arditti, por exemplo, está para a música contemporânea assim como o Alban Berg Quartet está para Mozart e Beethoven. Apenas em 2010 eles lançaram um álbum duplo com cinco quartetos e um trio do compositor francês radicados nos EUA Pascal Dusapin, de 55 anos (selo Aeon); o primeiro volume da integral dos quartetos do espanhol Cristóbal Halffter, 80 anos (selo Anemos); e acabam de lançar, este mês, Spiral of Light, com música contemporânea portuguesa (selo Etcetera). Ou seja, estão no clímax de uma carreira formidável.
Outros músicos presentes em Campos e São Paulo aos quais vale a pena atentar. Albrecht Meyer, primeiro oboísta da Filarmônica de Berlim, acaba de lançar dois CDs: um convencional, Voices of Bach, com English Concert e Trinity Baroque Choir (Decca); outro contemporâneo, com a música de câmara de Penderecki, polonês de 76 anos (DUX). O contrabaixista Herbert Mayr, spalla dos contrabaixos da Filarmônica de Viena, participa de um CD admirável, Bass Instinct, onde um sexteto de contrabaixos toca peças de um deles, Peter Herbert, e até uma de Charlie Mingus (Mediations).
Gilles Apap, o violinista francês, chuta no popular e no erudito - e vai mostrar isso em Campos. No primeiro quesito, escorrega para um crossover descartável (No Piano on That One, selo Apapaziz); mas no segundo sai-se muito bem na versão com quarteto de cordas de um concerto para violino e piano de Haydn, ao lado de Andreas Fröhlich ao piano e o Delian Quartet (CD Oehms). Viola do Ensemble InterContemporain, Christophe Desjardins lançou em fevereiro passado o álbum duplo solo Alto/Multiples (Aeon), onde vai de Hindemith a Berio, de Grisey a Nunes e Elliott Carter. (João Marcos Coelho)
Jornal O Estado de SP
Festival de Campos do Jordão, 83 concertos
Estudantes também sobem ao palco do evento que mistura gêneros, estilos e épocas
01 de julho de 2010
João Luiz Sampaio e João Marcos Coelho
SÃO PAULO - O diálogo é inerente à música. É com esse credo que começa no sábado a 41.ª edição do Festival de Inverno de Campos do Jordão. E ele oferece o mote para 83 concertos, que serão realizados até o dia 1.º de agosto - quase o dobro de anos anteriores. O aumento do número de apresentações é apenas uma das novidades do evento para este ano: a Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) passa a atuar como orquestra residente; concertos serão realizados também em São Paulo; há uma ênfase na música contemporânea; e o programa tentará aproximar mais público, alunos e professores.
"Tentamos não apenas valorizar os pontos fortes de edições anteriores, mas fazê-lo agora de uma maneira mais consciente e institucional", explica Paulo Zuben, diretor do evento, que agora é gerido definitivamente pela Santa Marcelina Cultura, organização cultural que dita os caminhos do ensino musical no Estado. "Fizemos alterações estruturais. Não quisemos apenas aumentar o número de concertos , mas oferecê-los a preços populares ou mesmo gratuitamente. Buscamos desenvolver uma nova proposta pedagógica em que o aluno é o centro das preocupações da organização do Festival, dando a ele mais aulas individuais com inúmeros professores brasileiros e estrangeiros, mais atividades de música de câmara, mais oportunidades de se apresentar durante a programação do festival e, também, organizando melhor a distribuição de suas atividades, com mais tempo para ensaios, estudos e as atividades dos bolsistas na Orquestra do Festival, que neste ano terá a presença apenas de alunos."
Eleazar. Para tanto, o evento buscou firmar parcerias com outras instituições musicais, explica Zuben. "Trouxemos ao festival parceiros como o Conservatório de Paris e a Escola Superior de Música de Colônia, e insistimos na vinda da Osesp como orquestra residente, retomando aqui uma história iniciada pelo maestro Eleazar de Carvalho em 1973 e interrompida nos últimos anos por desentendimentos pessoais." Para Zuben, um dos objetivos é buscar o equilíbrio entre duas vocações do festival de Campos, a formação e a difusão cultural.
Solistas de peso. Entre os artistas convidados, estão solistas de peso - o violinista Gilles Apap e Luis Otávio Santos, os pianistas Maria João Pires, Nelson Freire e Paulo Álvares; os violoncelistas Antonio Meneses. Diana Ligeti e Marc Coppey, o oboísta Albrecht Meyer; conjuntos estrangeiros, como a Akademie für Alte Musik, de Berlim, o Quarteto Arditti, os Musiciens du Saint-Julien, o trio La Gaia Scienza; e orquestras brasileiras, como a Camerata Aberta, a Filarmônica de Minas Gerais, a Sinfônica de Sergipe e a Sinfônica Juvenil da Bahia.
Mistura. Os programas misturam gêneros, estilos e épocas. "Toda música pode ser percebida como um diálogo entre culturas, lugares e épocas distintas, entre tradições orais e escritas, e, principalmente, de compositores, intérpretes e ouvintes", diz Zuben. "O tema dos diálogos é um bom ponto de partida para retomar no festival a música renascentista e barroca, bem como trazer a música contemporânea para mais perto do público. E isso tudo sem perder espaço para as vertentes clássico-românticas mais convencionais nas programações anteriores, e que neste ano estão representadas principalmente por Schumann, Chopin e Mahler. Assim, temos neste ano desde o concerto da Akamus - uma leitura contemporânea de obras barrocas -, e o concerto de Gilles Apap - com seu modo de interpretar e realizar suas transcriações de canções folclóricas ao mesmo tempo em que também faz dois concertos de Mozart com cadenzas muito pessoais -, até concertos com obras ‘clássicas’ e mais ‘contemporâneas’ do século 20, como o proposto pelo maestro Yan Pascal Tortelier para a Orquestra do Festival, com o Pássaro de Fogo de Stravinsky, Timbres, Espace, Mouvement de Dutilleux e As Quatro Estações Portenhas de Piazzolla." Veja a programação completa está no site do festival. (João Luiz Sampaio)
Uma mudança bem-vinda de foco
A mudança de foco do festival permite a presença de músicos essenciais em Campos. E que mudança de foco é esta? Simples: um festival é, além dos concertos, um espaço para as músicas do nosso tempo. Os concertos mais instigantes distribuem-se de segunda a quinta e as apresentações ao gosto de públicos mais amplos preenchem o fim de semana.
O Quarteto Arditti, por exemplo, está para a música contemporânea assim como o Alban Berg Quartet está para Mozart e Beethoven. Apenas em 2010 eles lançaram um álbum duplo com cinco quartetos e um trio do compositor francês radicados nos EUA Pascal Dusapin, de 55 anos (selo Aeon); o primeiro volume da integral dos quartetos do espanhol Cristóbal Halffter, 80 anos (selo Anemos); e acabam de lançar, este mês, Spiral of Light, com música contemporânea portuguesa (selo Etcetera). Ou seja, estão no clímax de uma carreira formidável.
Outros músicos presentes em Campos e São Paulo aos quais vale a pena atentar. Albrecht Meyer, primeiro oboísta da Filarmônica de Berlim, acaba de lançar dois CDs: um convencional, Voices of Bach, com English Concert e Trinity Baroque Choir (Decca); outro contemporâneo, com a música de câmara de Penderecki, polonês de 76 anos (DUX). O contrabaixista Herbert Mayr, spalla dos contrabaixos da Filarmônica de Viena, participa de um CD admirável, Bass Instinct, onde um sexteto de contrabaixos toca peças de um deles, Peter Herbert, e até uma de Charlie Mingus (Mediations).
Gilles Apap, o violinista francês, chuta no popular e no erudito - e vai mostrar isso em Campos. No primeiro quesito, escorrega para um crossover descartável (No Piano on That One, selo Apapaziz); mas no segundo sai-se muito bem na versão com quarteto de cordas de um concerto para violino e piano de Haydn, ao lado de Andreas Fröhlich ao piano e o Delian Quartet (CD Oehms). Viola do Ensemble InterContemporain, Christophe Desjardins lançou em fevereiro passado o álbum duplo solo Alto/Multiples (Aeon), onde vai de Hindemith a Berio, de Grisey a Nunes e Elliott Carter. (João Marcos Coelho)
Jornal O Estado de SP
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