sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Barulho é proibido por lei em cidade de SP, e é a mais silenciosa do Brasil

Barulho é proibido por lei em cidade de SP, e é a mais silenciosa do Brasil

Tudo começou por causa da barulheira de uns jovens na frente da porta da igreja no momento da missa.

imprimir No interior de São Paulo há uma cidade onde o barulho é proibido por lei, até um galo foi proibido de cantar. Tudo começou por causa da barulheira de uns jovens na frente da porta da igreja no momento da missa. Mas a briga contra os ruídos acabou se espalhando. Patrocínio Paulista, no interior de São Paulo, está se tornando a cidade mais silenciosa do país.

Nem o canto da madrugada. Nem o latido do melhor amigo escaparam do rigor da lei. “O galo foi levado de volta para o sítio e o cachorro foi levado do fundo para a frente da casa, onde ele late menos”, diz o diretor de segurança pública, Jaime Teodoro Furtado.

Quem visita Patrocínio Paulista, no interior de São Paulo, deve tomar cuidado com o volume do rádio no carro. “O elemento vai ser abordado, orientado, para que ele cesse. Se ele insistir o veículo será guinchado, encaminhado para o pátio e o som será retirado e encaminhado ao Ministério Público e ele vai tomar as medidas cabíveis”, conta Jaime Teodoro.

A fiscalização está nas ruas. Com base em lei federal 55 decibeis é o limite permitido na cidade. Mas o ronco do motor no refrigerador do varejão tem quase o dobro disso.

A denuncia partiu do vizinho. "À noite incomoda muito, às vezes tenho até que ir dormir na minha mãe”, conta o estudante Luís Gustavo Nascimento.

Tudo começou com o som dos veículos na praça, que atrapalhava a missa e incomodava os vizinhos. Após tumulto e briga por causa do volume alto, o ministério público obrigou a prefeitura a ser mais rigorosa na fiscalização. Com tolerância zero, a lei do silêncio provocou o maior barulho na cidade.

“Acho que precisa de um pouquinho de silencio mas não exagerado”, reclama uma moradora.

O bailão do fim de semana está suspenso. O clube onde a festança é realizada foi interditado por causa do som alto nas madrugadas. O barulho tradicional do bilhar foi o alvo da reclamação contra este bar. “Não tem mais opção de lazer na cidade. A gente tem que ir para fora se quiser sair", é o que diz uma jovem.

Até a igreja providenciou o isolamento acústico. Ao ser perguntado se a lei era muito rigorosa, o diretor de segurança pública (acho que o padre) nega: “Eu acredito que não”.

O limite de 55 decibeis na cidade foi estabelecido por uma lei federal. Para quem gosta de silêncio, Patrocínio Paulista é o paraíso.

Bom dia São Paulo

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